O Sob Estrela do Norte encerrou a sua actividade em Janeiro'06. O seu autor pode ser encontrado no colectivo LusoFin e a solo no seu novo espaço: (Há) Mouro na Costa.
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novembro 15, 2005

MACRO-CAUSA

Do MA-Schamba (a foto reproduzida é da minha exclusiva responsabilidade):

"Portugal-Croácia, suave particular. Mais uma mão-cheia de penosos erros de Ricardo. Tudo tão mau no ele de hoje que impede a crítica e apela à solidariedade. Mas com um seleccionador que se nega seleccionador num "Enquanto persistir o lobbie não mudo", assim confirmando que não o escolhe por opções técnicas mas por mera contraposição, e deste modo mais fragilizando o seu guarda-redes, só resta o apelo Macro-Causa:

Atendendo à proximidade do campeonato mundial de futebol e ao fervoroso apoio português à sua selecção nacional pode o cidadão e futebolista profissional Ricardo tomar a iniciativa pessoal de abdicar de participar nessa selecção, para a qual não está neste momento capacitado, assim salvaguardando-a?"

Adenda: Pela minha parte não vejo esta causa como mais uma iniciativa "em favor do melhor guarda-redes português" também conhecido como Vitor Baía, até porque a maioria dos portugueses já estarão fartos deste assunto - resignamo-nos facilmente, não é verdade? Com ou sem Baía existem outros guarda-redes que nos dão mais segurança enquanto adeptos da selecção. E isso parece-me indiscutível.


     Posted by homem_neves at novembro 15, 2005 09:51 AM
Comentários
agradeço o eco (que crueldade...!) Posted by: jpt at novembro 15, 2005 11:20 AM
agradeço o eco (que crueldade...!) Posted by: jpt at novembro 15, 2005 11:21 AM
Sim, admito-o... o mal está feito, mas seria merecedor de um bom puxão de orelhas da sociedade protectora dos animais. Posted by: homemDASneves at novembro 15, 2005 12:10 PM
1- Fui dos primeiríssimos a criticar a escolha definitiva de Ricardo para titular da baliza da Selecção por parte de Scolari. Escrevi então que, muito embora o considerasse um grande guarda-redes entre os postes, achava que lhe faltava em absoluto uma qualidade hoje fundamental num guarda-redes: dominar o jogo aéreo. Houve quem ripostasse que eu escrevia assim porque era portista e amigo do Baía — ambas as coisas são verdadeiras, e muito me honram, mas não me determinam. Hoje quase toda a gente reconhece que o que Scolari fez e vai fazendo com Vítor Baía (sem lugar entre os três guarda-redes portugueses escalados para o Europeu, no ano em que os treinadores europeus o elegeram o melhor guarda-redes do ano) não encontra qualquer justificação do ponto de vista desportivo ou humano. Para não ter de qualificar a atitude, direi simplesmente que ela é inqualificável e, embora muitos, a começar pelos colegas de Baía na Selecção, se mostrem dispostos a fingir que a coisa passou, eu não só não a esqueço como extraí dela conclusões, essas sim, definitivas acerca da pessoa do seleccionador nacional. Quanto ao que tinha escrito sobre Ricardo, bastou a forma como perdemos a final do Europeu contra a Grécia para que a justeza da minha observação ficasse à vista de todos. Depois disso nunca mais voltei ao assunto e fiquei deliberadamente calado quando, há uns tempos atrás, os sucessivos falhanços de Ricardo o remeteram para o banco de suplentes no Sporting e, de repente, pareceram ter despertado uma súbita unanimidade de críticas até aí nunca vistas. Não gosto de malhar em quem já está em baixo e, além disso, entendo que o principal responsável nem era Ricardo mas sim Scolari. Ricardo era muito melhor guarda-redes antes de Scolari o ter transformado no caso exemplar do seu autoritarismo. Teria ido então muito a tempo de corrigir ou melhorar o que estava mal no seu jogo aéreo (onde Baía continua a ser o melhor guarda-redes português, talvez de todos os tempos), em vez de, atiçado pelo seleccionador, ter revelado sempre uma falta de humildade tamanha que chegou a explicar que um «frango» não era um «frango» mas sim uma «questão técnica» muito complexa, cujo entendimento escapava aos leigos. Dois anos depois Ricardo vê-se forçado a continuar a tentar explicar atabalhoadamente por palavras o que não consegue explicar através dos jogos. E Baía continua a explicar, nos jogos e fora deles, que, além do mais, há uma coisa que o caracteriza e não lhe vem nem das convocatórias para a Selecção nem sequer dos 28 títulos que fazem dele o jogador em actividade que mais coisas conquistou em todo o mundo: classe. E, por esse ponto de vista, não pode restar a menor dúvida de que quem ganhou esta guerra mesquinha foi sempre e só Vítor Baía. E assim chegámos às vésperas da convocatória para o Mundial, tendo já toda a gente percebido que, independentemente da forma em que cada um está ou estiver daqui a uns meses, o Ricardo será convocado e titular e o Vítor Baía voltará a ser ignorado. Independentemente da injustiça gritante desta espécie de critério do seleccionador, agora há um facto novo e evidente: o povo da Selecção percebeu e teme que tudo possa ser deitado por água abaixo no Mundial por uma saída em falso do Ricardo — como ainda este fim-de-semana vimos, contra a Croácia. Daí os assobios, que são injustos para Ricardo, não para Scolari. O«lobby contra o Ricardo», por mais que Scolari finja não perceber, não tem razões obscuras mas apenas aquilo que está à vista de todos. E já não se compõe só de amigos de Baía ou portistas mas agora também de benfiquistas, sportinguistas e todos quantos não tenham medo de ter opinião. Posted by: Miguel Sousa TAVARES n'A BOLA - 15.11.20005 at novembro 16, 2005 09:55 AM
eu aqui a ler e V. lá no meu estaminé a comentar. um cruzamento. postei a crónica do MST. até breve Posted by: jpt at novembro 16, 2005 10:15 AM
eh, ele há coisas.. aí em Mocambique o dia tb vai adiantado 2 horas como aqui? pergunta retorica, vou daqui para a pagina do tempo... Posted by: homemDASneves at novembro 16, 2005 03:51 PM

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